Religião FAIL (1)
Catei do Portal Ateu lá de terras lusas, que por sua vez pegou do FailBlog.
Quando achar outra desse calibre, posto aqui. Se eu passar umas horinhas lá no FAIL tenho certeza que bomba.
Catei do Portal Ateu lá de terras lusas, que por sua vez pegou do FailBlog.
Palavras do cardeal Antonio Maria Rouco Varela, da ICAR espanhola, sobre uma passeata de 1,5 milhão de pessoas neste sábado contra a lei do aborto.
"porque em determinados momentos da história a Igreja é defensora da razão e de coisas que deveriam ser evidentes".
Reportando via Portal Ateu (autoria do portuga ateu João Canvas, que por sua vez captou a notícia no The Guardian), algo que só não é pra rir de tossir a pleura pois a coisa é grave, prenhe de um cinismo que me dá azia.
Resumão da nova/velha política da Sé. Tara sexual consentida com adolescentes do mesmo sexo, ok. Com crianças, ah, os outros fazem bem pior!
Aqueles que pensavam que o abuso de crianças por padres no seio da ICAR era uma espécie de tabu, ficarão concerteza aliviados por saber que finalmente o Vaticano se decidiu pronunciar sobre o fenómeno.ARchbishopSilvanoTomasi
Mas em vez de assumir as responsabilidades como qualquer outra instituição feita, a ICAR aplicou a velha máxima futebolística que diz ”a melhor defesa é o ataque”. Assim, a Santa Sé, prestando um grande serviço ao ateísmo, informou os jornalistas à saída de uma reunião do Conselho para os Direiros Humanos das Nações Unidas, que o problema era bem maior na casa das religiões concorrentes, leia-se Judeus e Protestantes, onde o abuso de crianças seria algo comum.
Os dados foram apresentados pelo Arcebispo Silvano Tomasi, baseando-se em relatórios de um observatório pseudo-científico do Vaticano. Este iluminado revelou mesmo que na ICAR estes abusos não correspondem a mais do que 1,5-5% do total de padres da instituição.
Fazendo uns cálculos conservadores, partindo de um número global de padres que não deverá ser em nenhum caso menor do que 400.000, e que serão várias as crianças abusadas anualmente por cada um dos “pastores”, chega-se facilmente à número redondo de 250’000 violações de crianças anuais. Nada que cause consternação a uma instituição como a ICAR, nem mesmo tendo em conta o caso exemplar da Irlanda em que um inquérito governamental concluiu que a violação de menores por membros do clero foi algo “endémico” durante décadas e décadas.
O brilhante comunicado recupera também um termo que não se utilizava desde há cerca de 50 anos nas sociedades modernas…a efebofilia. Ao que parece é isto que 80-90% dos abusadores de batina preta fazem, não pedofilia, como alguns querem fazer crer. A efebofilia servia no início do século passado para denominar a preferência homossexual por adolescentes dos 14-18 anos. É portanto uma questão de idades, e de homossexualidade, e tudo está bem, quando a Igreja diz que está bem. Tudo respostas altamente consoladoras para as vítimas.
Recordemos que tudo isto parte da cúpula do Vaticano, do Papa Ratzinger. Recordemos também que o Papa é infalível.
Acho que qualquer membro desta organização deve pelo menos parar e reflectir sobre esta notícia, e mais do que dizer que “a Igreja é feita por homens que erram” deve pensar até que ponto estará ela a contribuir para a perpetuação do abuso e da impunidade das instituições religiosas.
Rebelem-se ovelhinhas!!

Hoje fazem exatamente 4 anos que o jornal dinamarquês Jyllands Posten publicou uma série de charges sacaneando o profeta Maomé e a religião muçulmana, que sucedeu uma série de ameaças por parte dos seguidores de Allah, não só com o habitual "queimar no mármore do inferno" mas também com ameaças físicas direcionadas aos diretores da publicação, jornalistas e onde mais os fanáticos achassem conveniente direcionar sua irrascibilidade. Embora o jornal tenha se retratado publicamente em 2006, como forma de protesto, as charges foram republicadas em 2008 por cinco jornais daquele país.
Vale a pena lembrar que a hipocrisia árabe foi tamanha que na semana anterior à referida data em 2005 vários jornais do oriente médio publicou uma charge ofensiva aos judeus, pondo Hitler e Anne Frank na cama, mas que foi convenientemente posta de lado e não chamou a atenção da grande mídia.
Por esse motivo esse dia foi convenientemente escolhido para celebrar a liberdade de opinião, de crítica e, porque não, de humor. Aparentemente só a religião goza desse status que confere essa injustificada imunidade contra críticas, uma vez que políticos, sociedade em geral, celebridades e tudo o mais podem muito bem ser livremente passar pelo mesmo sem dar ataques de violência. Quiçá levar tudo na boa. E mesmo aqueles que não gostarem de ter a imagem posta na roda estejam livres para levar os responsáveis à esfera legal, mas não para a esfera negra da violência física em nome da religião. Não é de se surpreender, já que religiosos só funcionam na base de represálias e ameaças.
Para não perder a piada: